28/03/2005 11:01
Annabel Lee
Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.
Edgar Allan Poe
enviada por _TheMasquerade_
18/03/2005 11:19
Saudações, ultimamente estou sem tempo total pra postar no bloguer mas prometo a vc´s que não vou deixar de postar, aproveitando a oportunidade peço que esquecam os últimos post´s. As coisas melhoraram e agora posso dizer que me sinto bem melhor em relação a tudo, estou aproveitando bastante minha vida... logo logo estarei de volta postando aqui, quero pedir desculpas as pessoas que comentaram aqui e que eu ainda não respondi, a falta de tempo que faz isso pessoal, mas garanto que em alguma hora deixarei comentário pra vc´s....
Um Grande Abraço...
E aproveitem a Vida, uma hora Tudo Melhora ;)
enviada por _TheMasquerade_
13/03/2005 14:38
Não sei oq está acontecendo cmg, isso nunk aconteceu parece q as pessoas querem se nivelar... Eu não quero estar dessa forma, quero continuar da mesma forma q sempre fui, me esconder nos lugares mais escuros da minha mente, ou buscar refugio nos outros lugares q me sinto bem... Estou confuso, me sentindo estranho... sem fervor =(
"Meu coração está uma bagunça! Sei onde cada coisa deve estar dentro dele. Tudo tem seu lugar.
Mas vacilo e acabo deixando tudo assim, jogado pelos cantos...
Às vezes tenho medo de colocar certas coisas no lugar.
Tem lugares tão especiais, mas ao mesmo tempo tão frágeis. Qualquer balançada pode derrubar essas coisas , e elas podem se partir em mil pedaços, e posso me cortar. Cortes profundos que deixam marcas para sempre. Cicatrizes.
Mas está tudo ali. Já está tudo dentro do meu coração. Tem lugar reservado para isso tudo. Mas... paro e fico olhando. Tenho medo até de tocar! Quem dirá, organizar tudo. Todos estes sentimentos.
E ali os deixo, no chão... Sei que estão ali, mas do chão eles não caem e não quebram, e não me corto!
Às vezes tenho vontade de colocar tudo janela a fora. Deixar todas as prateleiras e estantes vazias. Não correr risco algum.
Fico então ali: caído, lânguido pelo chão deste lugar enorme. Não jogo fora, nem organizo, nem faço nada. O medo me paralisa, e fico observando impotente todos os sentimentos espalhados a minha volta.
Como queria poder tocá-los, confiante!"
Não estou bem.... sozinho, quero estar sozinho...
Mas preciso das pessoas...
* desculpa as pessoas q perceberam meu entusiasmo... vou melhorar prometo a vc´s...
=(

enviada por _TheMasquerade_
02/03/2005 01:58
Aí vai uma música que eu gosto muito....
Durch Nacht Und Flut
Composição: Lacrimosa
Herz im Licht
Untragbar in Gestalt
Ich bin dein Schatten
Du verbrennst mich nicht
Herz im Geist
Das Leben neu versucht
Benutzt und abgelegt
Herz aus Stein
Wach auf - ich suche dich
Brich weit - mein Herz - ich löse dich
Hoch aus - du Licht
Entflamme mich
Zur dir - ich weiss - ich finde dich
Durch Nacht und Flut - ich spüre dich
Ich hör' dich rufen - lese deine Spur
Ich weiss - ich finde dich
Doch finde ich wirklich was ich suche?
Und wenn es dich berührt
Im Beisein dich verführt
Folgst du den Händen
Die zum Tragen dich erheben
Und in den Händen
In diesen Armen
Beendest du der Füsse Lauf
Und deine Spur versiegt jetzt und hier
Wach auf - ich suche dich
Brich weit - mein Herz - ich löse dich
Hoch aus - du Licht
Entflamme mich
Zur dir - ich weiss - ich finde dich
Durch Nacht und Flut - ich spüre dich
Ich hör' dich rufen - lese deine Spur
Ich weiss - ich finde dich
Doch finde ich wirklich was ich suche?
Die Suche endet jetzt und hier
Gestein - kalt und nass
Granit in deiner Brust
Der Stein der dich zerdrückt
Der Fels der dich umgibt
Aus dem gehauen du doch bist
Wach auf - ich suche dich
Brich weit - mein Herz - ich löse dich
Hoch aus - du Licht
Entflamme mich
Zur dir - ich weiss - ich finde dich
Durch Nacht und Flut - ich spüre dich
Ich hör' dich rufen - lese deine Spur
Ich weiss - ich finde dich
Doch finde ich wirklich was ich suche?
Was ich suche
In Nacht und Flut
Durch Nacht und Flut
Durch Nacht und Flut (tradução)
Composição: Desconhecido
Através da Noite e Inundação ( Procura Parte 1)
Coração iluminado
Impossível de materializar
Eu sou sua sombra
Você nãome consome em chamas
Coração em espírito
A vida tentou uma vez mais
Usou e abandonou
Coração de pedra.
Acorde eu procuro por você
Escape meu coração eu a liberto
Nas alturas você luz
Me incendeia
Para você eu sei eu a encontrarei
Pela noite e inundação eu a sinto
Eu ouço seu chamado leio suas pegadas
Eu sei eu a encontrarei
Mas encontrarei o que
realmente tenho procurado?
E se isso a afeta
Se a seduz enquanto presente
Você segue essas mãos
que a levantam e carregam
E nessas mãos
Nesses braços
Você termina sua caminhada
E seus passos acabam aquí e agora
Acorde eu procuro por você
Escape meu coração eu a liberto...
A procura acaba aqui e agora
Mineral frio e úmido
Granito dentro do seu peito
A pedra que a esmaga
A rocha que a rodeia
Na qual você foi esculpida
Acorde eu procuro por você
Escape meu coração eu a liberto...
enviada por _TheMasquerade_
23/02/2005 01:33
Que eu escrevi aqui... onde tava com a cabeça ???
Euuuuuuuuuuu amoooooooooo a Jucyy !!!!!!!!!
:****** Amigona q eu encontrei :)
enviada por _TheMasquerade_
21/02/2005 15:50
Depois vem o texo^estou apressado pra fazer alguma coisa agora mas prometo continuar esse post mais tarde!
enviada por _TheMasquerade_
16/02/2005 01:52
Resolvi por essa foto por que acho esse cara um dos melhores vocais que já escutei em toda minha vida, o cara corre pelo palco, não desafina, mantendo a postura na voz...
Esse cara é perfeito...
Bruce Dickson

enviada por _TheMasquerade_
12/02/2005 11:55

enviada por _TheMasquerade_
10/02/2005 09:55
Esses são os vestígios de um conto que escrevi, normalmente tinha mêdo de
que alguém pudesse encontrá-lo, pois nele escrevi palavras de um homem
que está prestes a terminar com tudo, * nota - Não sou eu, o texto é
fictício, sem comparações com a realidade.
Esse texto ficou desaparecido por um bom tempo, a versão original foi
rasgada e jogada ao fogo... depois de ter criado comecei a ter raiva do
texto, todas as pessoas que liam passavam a me olhar com outros olhos ou
talvez ficavam melancólicas eu vêr cada palavra e cada linha.
Como não tenho nada a perder pus o texto no blogger, foi feito por mim,
mas sugiro que só leiam em momento propício.
Memórias de Um Suicida
Até o exato momento eu não tenho certeza do que estou escrevendo, acho que é o tempo que está me conduzindo, o tempo em que vivo, o tempo em que irei morrer. A muito tempo que espero o inevitável, a muito tempo que deixo a minha vida para trás sem ao menos acreditar que podia tê-la com mais prazer e felicidade. Estou cada vez mais perto de um mundo que não conheço, começando a perceber que o tempo passou e eu não percebi.
Agora não sei mais o que fazer, ou o que fiz. Acreditar virou o apenas um mito para mim, e meu futuro eu tento fazer, mas não consigo suportá-lo. Estou sufocado em um mar de angústias e conflitos. A minha indecisão me fez desacreditar em mim mesmo. As vezes posso ver e sentir coisas que me fazem observar e prever meu futuro, mas depois tudo se torna uma incógnita, e aí percebo que ele será cheio de arrependimentos e fracassos. Ao mais que eu possa fazer eu prevejo que não tenho nada, e que minha vida está contida em outras pessoas, e que somente nelas eu ganho a liberdade para sorrir, mas quando elas não estão comigo e partem de minha mente e meu lugar, eu caio em extremo descaso, mal elas sabem disso.
Será que algum dia alcançarei o que eu quero? Não posso pensar em uma resposta, por que tudo o que vem em minha memória é a decadência de meu ser. Começo a dizer que minha existência terrena é pouco válida...afinal, eu não consigo nada. Talvez algum dia eu possa ter até ganhado méritos, mas foram todos pelas vontade dos outros. A obscuridade está me levando. Não sei de onde vim, quem me criou ou o que faço aqui. Estou adulterando meus próprios meios de vida, e me tornando um importuno ateu que não quer sua vida. Não tenho forças para amar..., apenas espero ser amado!.
A muito temo espero, espero e espero, mas o tempo passa, todos continuam e eu estou ali, ainda parado esperando que alguém me leve. Parece-me que e estou morrendo aos poucos. Minha salvação ainda é o amor, mas a tempos, que o espero. As vezes penso que já consegui deixar o mundo melhor do que quando o encontrei, afinal eu tenho vários amigos, mas não posso enganá-los.
A qualquer momento eu posso acabar tudo e não ter ressentimentos, sou um frio, que em profundo fulgor, uma chama brilha para buscar a libertação. Perdoem me a todos pelas palavras que escrevo agora. Tenho um grande problema que me faz perder as amizades e me afastar dos corações em que me aproximo. Eu falo pouco, mas quando busco as palavras eu me torno em um estúpido ser com palavras arrogantes e sem fundamentos, por isso não acreditem em tudo que escrevo aqui.
Preciso buscar uma existência para minha vida. Parece que sou a escória da minha família e eles não sabem, por que eu oculto minhas coisas, mas deixo transparecer meu lado bom, enquanto eles não sabem o quanto estou sofrendo, em magnitude da solidão e afastamento dos meus verdadeiros amigos. A lógica capitalista me corrompeu de forma que tento alcançar os feitos de outras pessoas e até mesmo fazendo loucuras em meio ao pouco que tenho, e assim como nossa alma, que é mar, nos mantém unidos, da mesma maneira que o vento envolve todo o mundo.
Que obra de arte é o homem: tão nobre no raciocínio, tão diverso na capacidade, em forma e movimento, tão preciso e admirável, na ação é como um anjo, no entendimento é como Deus, a beleza do mundo, o exemplo dos animais. Hoje minha vida está no fim, por que não tenho forças ou avidez para guiar meus instintos, sou um mísero melancólico, e meu futuro? Está em minha mente, e de lá nunca sairá por que está aprisionado, assim como minha verdadeira felicidade.
Hoje aprendi sobre a nova era, era em que no bem existe o mal, e que no mal pode existir o bem, é tudo uma questão de intolerável desavença da imaginação humana. Somos objetos vivendo em uma incógnita. Talvez eu consiga me livra dos medos que me atormentam, afinal somente na clara noite do nada da angústia surge a originária abertura do ente.
Por que reajo de tais maneiras? Eu preciso de amigos..., você quer ser meu amigo? Não tenho amizades a muito tempo, ou melhor, acho que nunca tive. Muitos já quiseram-me como verdadeiros confidentes e amigos, mas há algo em mim, que repele esse simples fato que me reduz ao mínimo ser diante de pessoas tão belas e felizes. Aos olhos de pessoas que me amam eu caio em grande agonia, já que percebo que minha verdadeira intuição me diz que a essas pessoas elas me esquecerão e eu me tornarei apenas um símbolo, morto, e desprezado como os nocivos insetos que vivem em meu pestilento corpo que ei de me tornar.
Minhas palavras se tornam mais pesadas que o céu, a ponto em que minha mente para de perceber minhas palavras imprevisíveis e de pequena finalidade... tenho que escrever de maneira veloz, antes que o fim aproxime e ninguém tenha ao certo a verdade em que está oculta em meu ser. Cada vez mais tenho minha estúpida e bela senhora, fonte de minha inspiração e paixão, cada vez mais longe de minha simplória e fraca apreciação. Seus olhos enriquecidos com a névoa em flores de orvalho secante, seus longos cabelos negros que ao menor toque da suave brisa esvoaçam sob meu meu rosto em minha mente. Sinto-me como se estivesse em transe completo, é como se meu corpo não respondesse mais aos sentidos, apenas caio em um imenso e profundo oceano, onde posso ver a terra em espaços inundados e escuros, mas a luz ainda pode passar em toda aquela imensidão, e iluminar a veia e correr em meio a escuridão total em que me encontro.
Algum dia a encontrarei ou isso continuará sendo uma faca a cortar minha ética espiritual, onde não poderei sair. Um coma, um aneurisma, onde tudo acontece até não agüentar mais. É assim como me sinto, alguém desalojado e incapaz de assumir seu próprio comportamento, e suas ações. Nunca a terei em meus braços....nunca vislumbrarei teu corpo caminhando ao encontro do meu. Em meio ao solavanco universal, encontra-se o mundo, a miséria intolerável da estupidez humana, levou-me a inconsolavelmente, encontrá-la perdida em sua simples e singela aparência. Seu corpo acomodava-se compativelmente a bela roupa que vestia. Aquela era a mulher mais bela que eu presenciei em toda minha mórbida vida.
Cada vez a distância me separa da única coisa que tenho, do ser mais belo que vi desde minha criação, não, não...não posso agir dessa maneira, por que estou esquecendo de minha divindade; mas será que ela existe? Será que sua beleza é tamanha quanto a sua criação? Isso eu não posso responder, mas enfim estou fascinado por seu olhar. Penso em seu ínfimo detalhe, sua pele, sua áurea de extrema e intocável esplendor. Enquanto escrevo, posso escutar sua voz, sentir sua pele tocando a minha, mas sua palavras são seguidas a mim, ao meu ser. Isso tudo não passa de uma mera ilusão, por que sei que sua vida é completamente livre, sua leveza em seu olhar esconde uma pessoa igual a mim, que não se preocupa em perder amigos.
Se eu avançar. Sigam-me, se eu cair, vinguem-me, se eu recuar, mate-me, por que assim estarão livrando meu sofrimento. Minha própria eutanásia, meu final. Mas quero a vida, por que nela ainda há chances, mas deverei viver essa angústia e esperar...
Como, á veloz passagem dos anos, os bosques mudam de folhas, que as antigas vão caindo, assim perece a geração velha de palavras e , tal como a juventude, florejam, viçosas, as nascediças. Somos um haver da morte, nós e o que é nosso.
Erasmo Soares
Da história nasceu um conto, é contra minha vontade colocá-lo aqui, o conto está
incompleto, mas se vocês gostarem fico feliz...
Continuação de Memória de Um Suicida ...
Renegar minha família foi um ato cruel e impensável. Éramos três de uma grande linhagem, fui expurgo do lar quando ainda era jovem, mas nunca achei aquilo um lar. A sadicidade de meus pais era tamanha que freqüentemente ruídos eram escutados por toda vizinhança. A província era um lugar grande, pouco diferente dos outros lugares. Sempre tive liberdade para conduzir-me em busca do nada. Quando o tempo esfriava, parava na grama verde, vendo por sobre o olhos a imensidão no horizonte, aqueles ainda não eram dias de sombra para mim, ali ainda encontrava a felicidade, que existiu em poucos momentos de minha vida. Preciso buscar uma forma para que possa ser fiel a todas as pessoas que encontrar.
A minha casa ficava no centro de uma montanha, a leste da província, era toda em madeira, com a varanda preferida dos meus irmãos, o celeiro era onde eu ficava maior parte do tempo, afinal, era no celeiro que eu dormia. Isso aumentava cada vez mais meu ódio e desprezo para com minha vida. Meus pais se separaram, e todas as noites o sangue corria nas mãos de minha mãe contra a rebeldia de meus irmãos, uma prole de infinito pecado e anarquia. Queria poder ser como todos os outros, mas não posso, sou diferente em modos.
Culturalmente a derrocada da vida está em mim, os justos concebem a verdade, mas em mim o ódio e a sombra percorre ao meu lado, mas eu não quero isso. Em todos os lugares que vou, sou considerado um poço de pecados e exaltação. Todos os problemas de minha casa pararam assim que abandonei meu lar. Tempos depois descobri que minha linhagem está no fim, na cidade mais próxima procurei me encontrar, cobrir todas minha angústias e tentar encontrar minha senhora que até então não conheci, mas apenas em sonhos e ilusões. Toda minha família morreu misteriosamente em junho de 66. Não tive ressentimentos nenhum, mas ao visitar o túmulo de meus irmãos posto nos fundos da casa de minha mãe, lá avistei seu corpo em pé, sobreposta a madeira da porta de fora, segurava firmemente nas dobradiças, sua aparência incólume era inquieta, pálida....seu rosto não era normal, vestia um longo vestido branco que balançava na simples brisa, aquela não era ela, algo me dizia, mas seus lábios balbuciavam palavras estranhas que atormentaram, não percebi o que era, mas sua fisionomia era contra meu inconsciente.
_ Você está bem? Perguntou-me o padre após o término das orações, ao ver-me atônito fitando a casa.
_Segure em minhas mãos padre, por que ei de ver minha mãe aqui.
Aproximou-se e tocou minhas mãos trêmulas e frias. Aquele toque me fazia lembrar das vezes em que passava o frio intenso do inverno lá do celeiro, o cobertor não me aquecia e minha pele adquiria o frio de uma calota polar...
_ Deixas-te tua mãe frustrada por toda vida, perdera sua família assim como seu marido. Não penso que o mundo fora tão cruel com tua família ao deixar que todas as coisas más e trevas caíssem por sobre...
_ Não fale mais nada padre, sairei da província o mais rápido que puder, estarás livre de minha presença, ao amanhecer pegarei a estrada... e a vida voltará a ser a mesma para vocês.
Obscuro e atônito o padre me jurou fazer orações em minha peregrinação, aquilo era o que eu mais precisava, as sombras não me abandonaram ao passo em que onde pisava tinha a impressão de estar matando a natureza, de escurecer o dia. Tenho medo de nunca mais olhar nos olhos de alguém podendo transmitir paz e felicidade.
Caminhei durante dias até sair dos contornos da província, de lá em diante existiam poucos vilarejos que faziam parte do cinturão que formava os campos, estava levando comigo comida, um diário a qual fazia minhas anotações diárias e um ank dado por minha mãe enquanto viva. Apesar do ódio que existia nos braços maternais, eu recebi o pequeno amuleto como uma forma de proteção. Não merece viver aquele que não tem um só amigo, e é assim como me sinto, várias tentativas de suicídio me atormentaram durante minha caminhada mas sabia que deveria continuar.
Notas:
Escrevi até aqui e não quis mais continuar, as crônicas do jovem rapaz expurgo do lar não tiveram um fim, quem sabe no futuro continue a escrever, ser vocês acharem algo interessante comentem e se leram até o fim, obrigado
Erasmo Soares !
enviada por _TheMasquerade_
09/02/2005 18:55
Hóspede Maldito
Era noite os corvos agitados pelo frio
Batiam-se estarrecidos na janela do meu quarto.
Pela compaixão - sobrevivente em meu peito vazio
Deixei-os entrar e compartilhar comigo da solidão.
Eram três três agonizantes pássaros que tremiam
Estanguidos percebi que um sangrava, e a enxúndia
Era visível! Meu Deus, pobre ave! De começo me pareceu
Cabal sem macula alguma pelo corpo negro, agora escorria
Como lágrima cada dor o sofrimento do corvo agora era o meu!
Feito duas pérolas negras seus olhos me fitavam,
Misericórdia Senhor! Que pecado cometeu este infeliz
Para com a morte pagar feito um pária, com ardor,
O mesmo pecado que nós humanos curamos com o amor,
Este vil sobrevivente, que a qualquer um torna feliz?
Não o leve de mim! Essa companhia que apenas o silêncio
Consegue entender, e que me fita, com cândido olhar,
Devolvendo a inocência estática que um humano vil
Roubou-me ao fazer eu entregar meu próprio corpo
Como quem entrega ao incêndio um inimigo hostil!!
Este corvo com minha vida cuidarei!
Deixe que o tempo leve-o à guerra, como um soldado
Que parte lúcido de seu desfecho onde há de morrer.
Este corpo pobre corvo- uma vez em mil vidas amado,
Deixe-o agora, para que com sua candidez, me ensine a viver!
G.M(05/11/04)

enviada por _TheMasquerade_
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